Duas reflexões sobre o mesmo Evangelho (Lucas 15,1-3.11-32)

PRIMEIRA por: Prof. Benedito De Queiroz Alcântara (Fraternidade de Macapá, Amapá, Amazônia)

O Evangelho de hoje, com essa maravilhosa e cativante história  do filho pródigo,  no relato de Lucas, peço  desculpas aos teólogos  e biblistas, liturgistas  e aos pastores consagrados,  mas vem na minha mente e no coração  a música do genial Cazuza, com sua música EXAGERADO! Escutem e leiam a letra! Um relato de amor total, pleno, inteiro! EXAGERADO! Sim, gente querida,  por mim, este 4o domingo de quaresma deveria  ser renomeado como o DOMINGO EXAGERADO! O Deus de Jesus Cristo revela-se como o PAPAI MISERICORDIOSO,  ACOLHEDOR, QUE TUDO PERDOA,  QUE SUSPIRA DE SAUDADES PELO FILHO QUE UM DIA PARTIU! E AO REENCONTRÁ-LO  É EXAGERADO!  Aí  só  Cazuza para compreender: Amor da minha vida, daqui até  a eternidade,  nossos destinos foram traçados na maternidade!/ EXAGERADO, jogado aos teus pés,  eu sou mesmo EXAGERADO!/ Por você  eu largo tudo,  até  nas coisas mais banais, pra mim é  tudo ou nunca mais! Gente, nosso Papaizinho  é tudo isso! Feche os olhos, escute a música de Cazuza e vá imaginando a cena do reencontro entre o Pai e o Filho: O abraço,  o beijo,  o anel, a veste,  o banquete! E a música ao fundo só  pode ser EXAGERADO, de Cazuza! Sim gente querida, a Páscoa  só tem sentido se compreendermos que o amor do Pai ao seu filho muito amado é pleno, inteiro, total,  EXAGERADO! A dor,  o abandono, o egoísmo,  o pecado,  não  terão a última  palavra! Como diz o nosso  bispo D. Antônio, em suas homilias  dialogadas: " sim ou não "?

Cada um que responda em seu interior como compreende essa  mensagem! Feliz Domingo de Quaresma! Feliz!!!! Eu creio, eu creio!!!!🙏🙏🙏🌎🌻😇🌿🌞☘️ (Bené- Macapá- Amapá-Amazônia  -Brasil)

 


SEGUNDA por: Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior, PUC-SP

A parábola do Pai pródigo

         Em toda a sua vida pública, Jesus usou de modo constante de parábolas. Diz Mateus que Ele nada dizia sem ser em parábolas (cf. Mt 13,34). O total de parábolas elencadas nos quatro evangelhos chega a 85, entre simples provérbios, similitudes, narrativas e as parábolas completas. No evangelho de João, só há duas: a do bom pastor e a da vinha. Nos outros três evangelhos, conhecidos como sinóticos (Marcos, Mateus e Lucas), temos 83 metáforas para comunicar o Reino de Deus. Estudos linguísticos mais recentes chegaram ao total de 38 parábolas, semelhantes ao coração da pregação messiânica de Jesus. Ele usava imagens que apresentavam alguns valores e propostas de vida plena. A significação das parábolas percorre os temas essenciais para os cristãos até os dias de hoje e se tornaram chaves interpretativas e peças únicas da literatura universal. Podemos identificar à luz da leitura do estudioso Joachim Jeremias uma classificação nas parábolas:

- parábolas de misericórdia, por exemplo, o fariseu e o publicano (cf. Lc 18,9-15);

- parábolas que salientam a exigência da hora, por exemplo, as dez virgens (cf. Mt 25,1-13);

- parábolas de julgamento, por exemplo, o joio e o trigo (cf. Mt 13,24-30);

- parábolas de confiança, por exemplo, o semeador (cf. Mc 4,3-9);

- parábolas que apontam para a urgência diante da catástrofe, por exemplo, o fogo sobre a terra (cf. Lc 12,49-50) e o rico avarento (cf. Lc 12,16-21).

Não podemos deixar de citar a narração (parábola com encenação) do “pai pródigo”, que erroneamente é chamada de “filho pródigo”, tal como nos é proposta no evangelho de Lucas (cf. Lc 15,11-32). Essa parábola é como se fosse o Evangelho dentro do evangelho. É tão exemplar e decisiva, que inúmeros pintores a retrataram em seus quadros. O mais famoso deles é o quadro “O retorno do filho pródigo”, pintado por Rembrandt entre 1663 e 1665 e exposto no Museu Hermitage, em São Petersburgo, na Rússia.


Veja também nossos boletins aqui:






 
 

Postar um comentário

0 Comentários